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(FD) A problemática da Flavescência dourada da videira e o seu vetor na Região dos Vinhos Verdes (concelho de Santo Tirso)

Ricardo André Costa Machado - Mestrado em Engenharia Agronómica

A Flavescência dourada da videira (FD) é uma doença parasitária da videira causada por um fitoplasma e eficientemente transmitida pelo inseto vetor Scaphoideus titanus Ball. É uma doença de quarentena na Europa e que, em 2006, foi pela primeira vez diagnosticada em Portugal, em videira, na região de Amares, embora o seu vetor tivesse sido identificado pela primeira vez, em 1998, em Arcos de Valdevez, e em 1999, em Vila Real e houvesse, também já resultados positivos de FD no vetor em exemplares colhidos na região norte de Portugal entre 2001 e 2003. Atualmente, Portugal tem definido nove Zonas de Intervenção Prioritária (ZIP`s) para esta problemática.
 

 

Este trabalho foi realizado acompanhando a prospeção oficial da FD na Região dos Vinhos Verdes, face ao “Plano de Ação Nacional para o Controlo da Flavescência Dourada da Videira” (PAN-FD) em que o objetivo primordial foi conhecer a situação da problemática da Flavescência dourada da videira e do seu vetor, em 2013, no concelho de Santo Tirso, onde, até 2012, não tinha sido detetada a presença do fitoplasma, apesar de S. titanus já ter sido detetado pela Estação de Avisos do Entre-Douro e Minho (EAEDM) em anos anteriores, sendo a primeira vez em 2008.

 

Foram realizadas monitorizações semanais ao inseto vetor bem como à sintomatologia de videiras que aparentemente (por registos de anos anteriores) estavam supostamente infetadas com o fitoplasma da FD, elaborando um ficheiro fotográfico evolutivo em CD. Estas observações foram realizadas nas três castas brancas recomendadas pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) para a sub-região do Ave: Loureiro, Arinto e Trajadura.
 

 

Face à sintomatologia observada foram colhidas seis amostras de seis videiras suspeitas de FD e enviadas para o Laboratório do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (LabINIAV), em Lisboa, e posteriormente para o Laboratório da Estación Fitopatológica do Areeiro (LabEFA) em Pontevedra, Espanha, para confirmação do diagnóstico de campo. Os resultados, de ambos os laboratórios, foram negativos para as seis videiras relativamente aos fitoplasmas da FD e do “Bois noir” (BN). De acordo com estes resultados, e face à sintomatologia nas folhas das seis videiras em observação, recorreu-se, no Laboratório de Fitopatologia da Universiade de Trás-os Montes e Alto Douro (LabFitoUTAD), ao teste Double Antibody Sandwich – Enzyme Linked Immunosorbent Assay (DAS-ELISA) para diagnosticar o Vírus do enrolamento foliar da videira, tipo 3 (Grapevine leafroll associated virus 3, GLRaV-3) sendo os resultados todos positivos. Perante esta situação concluiu-se que o diagnóstico em campo da FD (e ou do BN) não é de fácil identificação pelo facto de existirem outros fatores em simultâneo (outras fitopatologias, carências/toxicidades, perturbações fisiológicas, etc.) em que alguns dos sintomas são muito idênticos aos de FD.

 

Relativamente à monitorização de S. titanus recorreu-se à observação visual para identificação das ninfas e às armadilhas adesivas amarelas para os adultos sendo esta monitorização realizada por casta, sugerindo os resultados que o inseto apresenta um comportamento diferente dependendo da

(Igor Gonçalves)
Publicado em: 28/11/2016
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